quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Caro Professor*


Como está a semana? Após o retorno das férias de inverno a Escola de Humanidades está começando bem os trabalhos. Contudo, algo não me sai da cabeça.

Após meu retorno, retomando diversas das leituras sobre orientação educacional, e convivendo com os senhores lá presentes, me vem ressaltando a preocupação com aqueles alunos ditos especiais e a necessidade de uma avaliação adaptada. 

É colocado como nulo em nossa escola filosófica os conceitos de especial, doença ou saúde. No entanto, no meio educacional corre o fantasma materializado de uma necessidade tanto da instituição como da família para o seu alívio, a visão de uma vestimenta palpável para se trabalhar.

Este tipo de trabalho está cada vez mais tenebroso, visto que não se contempla a historicidade da criança, isto é, não menciono ainda o tópico de singularidade. Se ao menos os nossos orientadores contemplassem mais este tópico, poderíamos podar estas "vestimentas do caminho para a saúde". 

Não menciono nossos professores, pois estes noto que estão vislumbrando a singularidade. Ouço nos diálogos que nossa conjuntura muda, parece que há uma aura no magistério com visão de um belo horizonte. Ainda assim há trabalho a ser feito.

Por enquanto é isso que tenho para o momento.
Abraços fraternos, Professor!
Breve retorno de sua viagem.

Porto Alegre, 8 de agosto de 2017.

*Prof. Diego Baroni Menegassi
Historiador. Educador. Especialista em Filosofia Clínica e Metodologia de Ensino em História e Geografia. Acadêmico em Filosofia. Pós-Graduando em Gestão da Educação.
Porto Alegre/RS

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